Ainda existem cavalheiros
Postado em 19/07/2012 às 12:23 por Claudia Matarazzo | Comentários
(Ilustração: Creatas)
Perguntaram-me dia desses o que era um cavalheiro e se eles ainda existem. Ora, podem ter escasseado, mas existem. Já o que define um homem como um cavalheiro… não é tão simples assim. Mas vou tentar descrever baseada naqueles com quem tive a sorte de conviver.
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Para começar, eles não são tipos fora de moda. Ao contrário, são sempre bem-vindos em qualquer cultura ou grupo. E, embora façam particular sucesso entre as mulheres, são igualmente benquistos pelos homens.
Na prática, acumulam uma série de pré-requisitos. Pagam a conta do grupo (se necessário for), são corteses sem exagero, têm espírito e sabem reconhece quando estão errados (coisa rara). Ou seja, criaturas que agregam e jamais dividem um grupo.
Os cavalheiros também são rápidos em pequenos gestos que fazem a diferença: levantam-se para ceder seu lugar, para acender um cigarro (sem jamais mencionar os males do tabaco) ou para abrir portas.
Também têm o dom de tornar o mais banal dos relatos interessantíssimo. Convencem seu interlocutor – quem quer que seja ele – de que o que estão dizendo é tão importante quanto inusitado. E a pessoa sai do encontro com a impressão de ter se tornado o centro do mundo.
Eles sabem preparar coquetéis (e não apenas declamar nomes de rótulos de vinhos) e até mesmo uma refeição rápida. Sem alarde e sem ficar dizendo que se trata de uma iguaria.
Cavalheiros são discretos por definição e convicção. Quer coisa melhor nestes tempos de superexposição? E seus requisitos não valem apenas para homens, pois há a contrapartida feminina: uma dama.
Está achando isso papo de aranha? Não é: a boa notícia é que não é preciso ser tudo isso junto – ninguém é de ferro e a perfeição é chatíssima.
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